Converter GPX para Shapefile (SHP)
Este conversor gratuito transforma os waypoints, as rotas e as trilhas de um arquivo GPX em shapefiles para QGIS, ArcGIS Pro ou AutoCAD Map 3D, com arquivos .prj e .cpg. O GPX é convertido no seu navegador e não é enviado. Waypoints, rotas e trilhas viram shapefiles separados em um único zip, os campos GPX vazios ficam de fora e a elevação de cada ponto é mantida como valor Z. Marque uma caixa para receber também cada ponto da trilha com seu horário, frequência cardíaca e cadência.
Um arquivo não foi convertido corretamente? Escreva para [email protected], de preferência com um pequeno arquivo de exemplo, e o problema será corrigido.
O essencial
- Entrada: GPX (.gpx). Saída: Shapefile (.shp).
- Seus arquivos não são enviados: o trabalho é feito no navegador, no seu próprio dispositivo.
- Tamanho: sem limite fixo; arquivos muito grandes são limitados pela memória do dispositivo.
- Precisa de um navegador atual (Chrome, Edge, Firefox ou Safari) no computador, tablet ou celular; nada para instalar.
- Grátis e sem cadastro.
De GPX para Shapefile: por que converter?
Receptores GPS da Garmin e da Trimble, apps de celular como Strava, Komoot ou OsmAnd e a maioria das ferramentas de levantamento de campo exportam seus dados como GPX. Em um projeto de SIG você muitas vezes quer esses waypoints e trilhas como shapefiles: para medir um percurso gravado em um sistema projetado, recortá-lo com outras camadas, entregá-lo a um colega que usa ArcGIS ou guardá-lo junto com o resto de um levantamento. O QGIS lê um GPX diretamente, mas a cada vez que você salva precisa escolher a camada certa entre cinco e limpar uma longa lista de campos vazios. Esta página faz isso em uma só etapa: lê o GPX com o GDAL, a biblioteca que o QGIS usa, grava um shapefile por tipo de dado só com os campos que têm valor e pode reprojetar o resultado para uma zona UTM ou um sistema nacional. Sua trilha, que mostra onde você mora e quando saiu de casa, nunca sai do seu computador.
Como converter GPX para Shapefile
- Arraste e solte seu arquivo .gpx na caixa ou clique para escolhê-lo.
- Confira a trilha no mapa. Se precisar de metros, escolha um sistema de coordenadas, por exemplo uma zona UTM, e marque a caixa se quiser cada ponto da trilha.
- Clique em “Converter para Shapefile” e baixe um .zip com os shapefiles.
O que muda na conversão
Waypoints, rotas e trilhas são shapefiles separados
Um shapefile comporta um só tipo de geometria, mas um GPX pode misturar pontos isolados (waypoints), linhas planejadas (rotas) e linhas gravadas (trilhas). Cada tipo presente vira seu próprio shapefile, chamado waypoints.shp, routes.shp e tracks.shp, juntos em um único .zip; um arquivo só com uma trilha gera um shapefile com o nome do GPX. Uma trilha que foi pausada tem vários segmentos; ela continua sendo uma feição com várias partes (uma polilinha multiparte), então a lacuna não é ligada por uma linha reta.
Os horários ficam nos pontos da trilha, não na linha
Uma linha em um shapefile tem uma única linha de atributos, então o horário de cada ponto gravado não cabe nela. Marque “Incluir também cada ponto da trilha, com hora e altitude” para receber um shapefile extra, track_points.shp, com um ponto por posição e seu horário, elevação, track_id, seg_id e point_id como campos. Um pedal de duas horas gravado a cada segundo gera mais de 7.000 pontos. Os horários dos waypoints são mantidos de qualquer forma.
O horário é gravado como texto
O formato .dbf por trás de um shapefile tem um tipo de data sem horas e minutos, então um horário como 2024-05-01 08:15:30 perderia a hora do dia. Por isso o campo time é gravado como texto no formato 2024/05/01 08:15:30+00 (UTC). No QGIS você pode transformá-lo em data e hora de verdade com a expressão to_datetime("time", 'yyyy/MM/dd HH:mm:ss') quando precisar dele para o controlador temporal.
Frequência cardíaca, cadência e potência viram campos
Relógios Garmin e ciclocomputadores guardam frequência cardíaca, cadência, potência e temperatura como extensões de cada ponto da trilha, por exemplo gpxtpx:hr. Elas são gravadas como campos de track_points.shp, como hr, cad, power e atemp, para que você possa colorir um pedal pela frequência cardíaca no QGIS. A linha da trilha em si guarda só o nome, a descrição e os outros campos da trilha.
Elevação, nomes de campos e sistema de coordenadas
O valor ele de cada ponto vira o valor Z, então você recebe shapefiles 3D (PointZ, PolylineZ); um waypoint também mantém ele como campo. Os nomes de campos do GPX já são curtos, mas campos de link como link1_href são mantidos como estão. O GPX está sempre em WGS84, então o shapefile recebe um .prj para EPSG:4326, a menos que você escolha um sistema projetado, que é necessário para medir comprimentos em metros.
Sobre os formatos
GPX
GPX (GPS Exchange Format) é o formato XML usado por aparelhos GPS e aplicativos como Garmin, Strava e Komoot. Ele guarda waypoints, rotas e trilhas (tracks), com hora e altitude opcionais. A versão em uso hoje é a 1.1, de 2004, publicada pela TopoGrafix.
- Waypoints são pontos isolados; uma rota é uma linha planejada por alguns pontos; uma trilha é o percurso gravado, muitas vezes com milhares de pontos.
- As trilhas podem ter data e hora e altitude em cada ponto.
- As coordenadas são sempre latitude e longitude WGS84.
- O GPX tem um conjunto fixo de campos (nome, descrição, símbolo, tipo e mais alguns); todo o resto precisa ir em extensões.
Shapefile
O shapefile da Esri é o formato vetorial de SIG mais usado. Um “shapefile” é, na verdade, um conjunto de arquivos com o mesmo nome: o .shp guarda a geometria, o .shx um índice, o .dbf a tabela de atributos, o .prj opcional o sistema de coordenadas e o .cpg a codificação do texto.
- Precisa de pelo menos .shp, .shx e .dbf. Selecione-os juntos ou em um único .zip.
- Os nomes de campo são limitados a 10 caracteres e os valores de texto a 254.
- Cada shapefile contém um só tipo de geometria: pontos, linhas ou polígonos.
- Sem um arquivo .prj, o sistema de coordenadas é desconhecido.
Perguntas frequentes
Quais arquivos vêm no zip?
Para cada shapefile você recebe .shp (geometria), .shx (índice), .dbf (atributos), .prj (sistema de coordenadas) e .cpg (codificação). Mantenha-os juntos e adicione o arquivo .shp no QGIS ou no ArcGIS.
Como medir o comprimento da trilha?
Escolha um sistema de coordenadas projetado antes de converter, por exemplo a zona UTM da região, para que o shapefile fique em metros. No QGIS, a expressão $length dá então o comprimento de cada trilha; no ArcGIS Pro, use Calculate Geometry. O comprimento real no terreno é um pouco maior em subidas e descidas, porque a elevação não é considerada.
Posso abrir o resultado no ArcGIS Pro?
Sim. Descompacte o download e adicione os arquivos .shp. O ArcGIS Pro também tem a ferramenta GPX To Features na caixa de ferramentas Conversion; esta página faz o trabalho sem o ArcGIS e mantém waypoints, rotas e trilhas separados. Para combinar várias gravações em uma única trilha antes, use a ferramenta de juntar arquivos GPX.
Meu GPX é enviado?
Não. Seu navegador lê o arquivo e grava os shapefiles no seu próprio dispositivo. Nada é enviado a um servidor, então o endereço da sua casa e seus horários de treino continuam privados.