Converter Shapefile (SHP) para GPX

Este conversor gratuito transforma um shapefile em um arquivo GPX 1.1 para aparelhos de GPS e apps de atividades ao ar livre: pontos viram waypoints, linhas viram trilhas e polígonos viram uma trilha ao longo do contorno. O shapefile é convertido no seu navegador e não é enviado. Ele é reprojetado do sistema indicado no .prj para WGS84, você escolhe qual campo vira o nome, e os demais campos ficam como extensões do GPX, que a maioria dos aparelhos ignora.

Um arquivo não foi convertido corretamente? Escreva para [email protected], de preferência com um pequeno arquivo de exemplo, e o problema será corrigido.

O essencial

De Shapefile para GPX: por que converter?

Caminhos de trilha, pontos de levantamento, rotas planejadas e limites de talhões costumam ser desenhados ou exportados no QGIS ou no ArcGIS como shapefiles, mas um GPS de mão Garmin, um ciclocomputador ou apps como o OsmAnd, o Locus Map, o Gaia GPS e o Komoot importam GPX. Esta página gera um arquivo GPX a partir do seu shapefile com o GDAL, a biblioteca de código aberto por trás do QGIS, direto no seu navegador. Ela lê o .prj, então um shapefile em uma zona UTM ou em um sistema nacional sai na latitude e longitude que todo GPS usa, e mantém as alturas de shapefiles PointZ e PolylineZ. Você escolhe o atributo que os aparelhos devem mostrar como nome de cada waypoint e trilha, e a prévia no mapa mostra o que será gravado antes do download.

Como converter Shapefile para GPX

  1. Arraste e solte na caixa o .shp junto com os arquivos .shx, .dbf e .prj, ou um .zip com eles.
  2. Confira o mapa e escolha o campo usado nos nomes dos waypoints e das trilhas.
  3. Clique em “Converter para GPX” e copie o arquivo para seu aparelho ou importe-o no seu app.

O que muda na conversão

Escolha o campo do nome

O GPX tem um único nome por waypoint ou trilha, enquanto um shapefile pode ter qualquer número de campos. Um campo chamado NAME ou name é usado automaticamente; caso contrário, a página escolhe um cujo nome contenha title ou label, ou o primeiro campo de texto, e informa qual. Se você escolher outro campo, o campo chamado name é mantido como name_orig. Um campo chamado DESC ou DESCRIPTIO vira a descrição do GPX.

Pontos, linhas e polígonos

Shapefiles de pontos viram waypoints e shapefiles de linhas viram trilhas. Uma linha com várias partes (uma polilinha multiparte) vira uma trilha com vários segmentos, e cada ponto de um multiponto vira um waypoint próprio. O GPX não tem áreas, então um polígono vira uma trilha fechada ao longo do contorno, com um segmento para cada anel. Vários shapefiles escolhidos juntos são gravados em um único arquivo GPX.

O .prj decide onde os dados vão parar

O GPX sempre usa latitude e longitude em WGS84, então o shapefile é reprojetado a partir do sistema de coordenadas do seu .prj. Sem .prj, coordenadas em metros não podem ser posicionadas; a página então para e sugere sistemas compatíveis, ou você informa o código EPSG, por exemplo 25832 para a zona UTM 32N.

Os outros campos vão para as extensões

Campos que não têm um elemento próprio no GPX, como LENGTH_KM ou SURFACE, são gravados dentro de um bloco extensions. O QGIS e o GDAL os leem de volta como campos, mas aparelhos de GPS e a maioria dos apps mostram só o nome e a descrição. Cores e símbolos de um projeto do QGIS ou do ArcGIS não ficam guardados no shapefile, então não podem ser levados junto.

Alturas e arquivos grandes

O valor Z de um shapefile PointZ ou PolylineZ vira a elevação de cada ponto; um shapefile 2D, ou um em que todas as alturas são 0, fica sem elevação, e os apps usam seus próprios dados de elevação. Aparelhos de GPS mais antigos aceitam só um número limitado de pontos por trilha (muitas vezes 10.000) ou de waypoints por arquivo; se o seu aparelho cortar uma linha longa, simplifique-a antes no QGIS.

Sobre os formatos

Shapefile

O shapefile da Esri é o formato vetorial de SIG mais usado. Um “shapefile” é, na verdade, um conjunto de arquivos com o mesmo nome: o .shp guarda a geometria, o .shx um índice, o .dbf a tabela de atributos, o .prj opcional o sistema de coordenadas e o .cpg a codificação do texto.

  • Precisa de pelo menos .shp, .shx e .dbf. Selecione-os juntos ou em um único .zip.
  • Os nomes de campo são limitados a 10 caracteres e os valores de texto a 254.
  • Cada shapefile contém um só tipo de geometria: pontos, linhas ou polígonos.
  • Sem um arquivo .prj, o sistema de coordenadas é desconhecido.

GPX

GPX (GPS Exchange Format) é o formato XML usado por aparelhos GPS e aplicativos como Garmin, Strava e Komoot. Ele guarda waypoints, rotas e trilhas (tracks), com hora e altitude opcionais. A versão em uso hoje é a 1.1, de 2004, publicada pela TopoGrafix.

  • Waypoints são pontos isolados; uma rota é uma linha planejada por alguns pontos; uma trilha é o percurso gravado, muitas vezes com milhares de pontos.
  • As trilhas podem ter data e hora e altitude em cada ponto.
  • As coordenadas são sempre latitude e longitude WGS84.
  • O GPX tem um conjunto fixo de campos (nome, descrição, símbolo, tipo e mais alguns); todo o resto precisa ir em extensões.

Perguntas frequentes

Como coloco o GPX no meu Garmin?

GPS de mão como o eTrex ou o GPSMAP leem arquivos GPX copiados para a pasta Garmin/GPX via USB. Para relógios e ciclocomputadores, importe o arquivo como percurso no Garmin Connect e envie-o de lá para o aparelho.

Devo criar uma trilha ou uma rota?

As linhas são gravadas como trilhas, que todo aparelho e app importa e mostra como uma linha a seguir. Uma rota GPX é uma lista curta de pontos de virada que o aparelho liga com seu próprio roteamento, então um caminho desenhado fica melhor como trilha.

Posso importar o GPX no Komoot ou no Strava?

O Komoot importa trilhas GPX como tours planejados. O Strava aceita um GPX como rota, mas como atividade só quando cada ponto tem um horário, o que um shapefile não tem.

Meu shapefile é enviado?

Não. O GDAL roda no seu navegador e o GPX é gravado no seu próprio computador. Nada é enviado a um servidor.

Posso converter GPX de volta para shapefile?

Sim, com o conversor de GPX para shapefile. Lá, waypoints, rotas e trilhas viram shapefiles separados.