Converter Shapefile (SHP) para KMZ

Este conversor transforma um shapefile em um arquivo KMZ para o Google Earth ou o Google My Maps: um zip com o KML guardado como doc.kml, reprojetado para WGS84 e com os atributos mantidos como dados do marcador. O shapefile é processado no seu navegador e não é enviado. Você escolhe qual campo vira o nome do marcador. Um shapefile não tem cores, então os pontos recebem o alfinete padrão e linhas e contornos ficam em vermelho.

Um arquivo não foi convertido corretamente? Escreva para [email protected], de preferência com um pequeno arquivo de exemplo, e o problema será corrigido.

O essencial

De Shapefile para KMZ: por que converter?

KMZ é o formato em que o Google Earth salva por padrão, e é o que muita gente espera quando pede “o arquivo do Google Earth”: um KML compactado que costuma ser de cinco a dez vezes menor que o próprio KML, o que faz diferença quando um mapa de lotes ou uma malha viária precisa ir por e-mail ou ser enviado a um portal com limite de tamanho. Esta página gera o KML a partir do seu shapefile com o GDAL, a biblioteca de código aberto por trás do QGIS, e o empacota como doc.kml em um KMZ, direto no seu navegador. Ela lê o .prj, então um shapefile em uma zona UTM ou em um sistema nacional cai no lugar certo; mantém os atributos do .dbf como dados em cada marcador e junta vários shapefiles de um mesmo .zip em um único KMZ, com uma pasta para cada um.

Como converter Shapefile para KMZ

  1. Solte um .zip com seu shapefile ou selecione juntos os arquivos .shp, .shx, .dbf e .prj.
  2. Escolha o campo que será usado nos nomes dos marcadores ou deixe “Automático”.
  3. Clique em “Converter para KMZ” e abra o arquivo baixado no Google Earth ou importe-o no My Maps.

O que muda na conversão

KMZ ou KML?

O conteúdo é o mesmo: um KMZ é um zip com o KML dentro, como doc.kml. O Google Earth, o Google My Maps, o QGIS e o ArcGIS abrem os dois. Escolha KMZ para ter um arquivo menor para enviar ou subir em um portal; escolha KML se quiser abrir o arquivo em um editor de texto ou em um programa que só lê KML sem compactação, ou use o conversor de shapefile para KML.

Sempre reprojetado para WGS84

Por definição, coordenadas KML são longitude e latitude em WGS84, então o shapefile é reprojetado a partir do sistema de coordenadas do seu .prj. A projeção original não fica guardada no KMZ, então mantenha o shapefile se precisar dela depois. Se o .prj estiver faltando e as coordenadas estiverem em metros, a página para e sugere sistemas compatíveis, ou você informa o código EPSG, por exemplo 31983 para SIRGAS 2000 / UTM zona 23S.

Escolher o nome do marcador

O Google Earth rotula cada marcador com o seu nome, mas shapefiles raramente têm um campo chamado Name. “Automático” usa um campo chamado Name, se houver; depois, um campo de texto que contenha name, title ou label; e por fim o primeiro campo de texto. Você pode escolher qualquer outro campo, ou “Sem nomes”. Os demais atributos aparecem como uma tabela de dados no balão do marcador, e o Google Earth mostra todos os valores como texto.

Estilos padrão

Um shapefile não tem cores; a simbologia que você vê no QGIS ou no ArcGIS fica no projeto ou em um arquivo .qml/.lyr, que não é lido. Os pontos recebem o alfinete padrão do Google Earth, e linhas e contornos de polígonos são desenhados em vermelho, com os polígonos sem preenchimento. No Google Earth Pro, clique com o botão direito na pasta, abra “Propriedades” (“Obter informações” no Mac), defina o estilo e salve o KMZ de novo.

Shapefiles grandes

O KMZ é pequeno, mas depois de descompactado o Google Earth ainda precisa desenhar cada vértice. Uma camada detalhada de lotes ou de curvas de nível com centenas de milhares de vértices deixa o Google Earth lento, e o My Maps limita quantas feições uma camada pode ter. Se ficar pesado demais, simplifique a camada ou divida-a por área no QGIS antes de converter.

Sobre os formatos

Shapefile

O shapefile da Esri é o formato vetorial de SIG mais usado. Um “shapefile” é, na verdade, um conjunto de arquivos com o mesmo nome: o .shp guarda a geometria, o .shx um índice, o .dbf a tabela de atributos, o .prj opcional o sistema de coordenadas e o .cpg a codificação do texto.

  • Precisa de pelo menos .shp, .shx e .dbf. Selecione-os juntos ou em um único .zip.
  • Os nomes de campo são limitados a 10 caracteres e os valores de texto a 254.
  • Cada shapefile contém um só tipo de geometria: pontos, linhas ou polígonos.
  • Sem um arquivo .prj, o sistema de coordenadas é desconhecido.

KMZ

KMZ é um arquivo KML compactado em zip, muitas vezes com ícones e imagens empacotados junto. O Google Earth salva em KMZ por padrão, então é o formato que a maioria das pessoas recebe ao exportar do Google Earth.

  • O arquivo principal dentro do zip geralmente se chama doc.kml.
  • As imagens e ícones dentro do KMZ não são dados geográficos, então ficam de fora ao converter para formatos como GeoJSON ou shapefile.

Perguntas frequentes

Posso importar o KMZ no Google My Maps?

Sim. No My Maps, adicione uma camada, clique em “Importar” e escolha o KMZ. O My Maps usa o nome do marcador como título e mostra os outros atributos nos detalhes.

Por que o KMZ é tão menor que o shapefile?

Texto KML compacta muito bem, e o KMZ guarda só uma cópia dos dados em longitude e latitude. O índice .shx e o .prj do shapefile não são necessários em um KMZ.

O que acontece com polígonos com furos e feições com várias partes?

Os furos são gravados como limites internos e as feições com várias partes como MultiGeometry do KML, então ficam iguais no Google Earth e no seu SIG.

Meu shapefile é enviado?

Não. O GDAL roda no seu navegador e o KMZ é gravado no seu próprio computador. Nada é enviado a um servidor.

Posso converter o KMZ de volta para shapefile?

Sim, com o conversor de KMZ para shapefile. Os atributos voltam como campos do shapefile.